Depois da conclusão com 100% de aprovação no primeiro ciclo de avaliações para reconhecimento do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), chegou a hora de dialogar com as 42 famílias participantes do projeto de restauração florestal com inclusão produtiva sobre o próximo ciclo. Por isso, a equipe da Tabôa realizou, no mês de fevereiro, reuniões nas comunidades apoiadas, para compartilhar saberes e aprendizados acumulados e ajustar a rota das próximas ações.
A estratégia metodológica do projeto associa oferta de crédito, acompanhamento técnico e PSA, uma combinação que fortalece a agricultura familiar na recuperação de áreas agricultáveis degradadas, apoiando a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) biodiversos e produtivos, e na restauração ecológica de Áreas de Preservação Permanente (APPs). “As reuniões de alinhamento são parte da metodologia do projeto e acontecem entre um reconhecimento e outro, cerca de dois a três meses antes do PSA ser avaliado”, conta Laís Rossatto, coordenadora de Restauração Florestal com Inclusão Produtiva, na Tabôa.
As reuniões funcionam como um momento para revisar avanços, diagnosticar desafios, compartilhar aprendizados e realizar ajustes práticos no cronograma de execução e do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). “Nesses encontros, fazemos um passo a passo e ajustamos as atividades que serão reconhecidas nesse ciclo de reconhecimento do PSA, fortalecendo o protagonismo das famílias na condução das ações”, explica Laís. Além das reuniões, as famílias assinaram a renovação do PRAD, fortalecendo o compromisso com a iniciativa.
Esse processo assume um papel estratégico ao integrar o planejamento do projeto à realidade das(os) agricultoras(es). “Nessas reuniões preparatórias, alinhamos expectativas e conectamos os cronogramas das(os) agricultoras(es) ao planejamento previsto no projeto, de maneira a garantir que os resultados esperados sejam alcançados”, destaca Felipe Humberto, gerente de Restauração e Cadeias Produtivas.
As avaliações para reconhecimento do PSA acontecem a cada seis meses, para verificar se as ações previstas no PRAD – elaborado em conjunto com cada agricultor(a) – foram executadas conforme o acordado para o período. Quando as metas são cumpridas, aplica-se o instrumento de PSA, isentando o agricultor do pagamento da parcela de crédito referente àquele semestre.
As primeiras reuniões aconteceram nos Assentamentos Dandara dos Palmares (Camamu, BA), Dois Riachões e São João (Ibirapitanga, BA) e no Assentamento Demétrio Costa (Ilhéus, Ba). As próximas comunidades a se reunirem com a equipe são os Assentamentos Terra Vista (Arataca, BA) e Terra de Santa Cruz (Santa Luzia, BA).
Para realizar o projeto de restauração florestal com inclusão produtiva, a Tabôa conta com os apoios da Fundação Arymax, Instituto humanize, Fundo Pranay e Instituto Clima e Sociedade (iCS). Até 2029, a expectativa é recuperar 30 hectares no sul da Bahia, incluindo um total de 4,5ha de Área de Proteção Permanente.
Fotos: Acerto Tabôa | Felipe Humberto


